A magia aqui não existe

As técnicas e a magia

Muitas vezes, quando demonstro o potencial dessas técnicas, alguém acha se tratar de varinhas mágicas que podem resolver sozinhas todos os problemas da aprendizagem.

Certamente, podemos dizer que essas técnicas são poderosas e permitem alcançar excelentes resultados em muitas áreas, mas não podemos dizer que seja magia.

Seria muito bom se essas técnicas fossem realmente mágicas e se durante os cursos A+ Aprender+ o meu papel fosse apenas o de entregar varinhas aos participantes. Mas a verdade é que não há mágica aqui e, se houvesse, o meu trabalho já não teria o mesmo significado. Durante os cursos, na verdade, eu não levo as pessoas a descobrir o poder da magia, mas os levo a descobrir o poder que cada um já tem.

Que valor há em poder dizer que um resultado é por nosso merecimento, em vez do de uma varinha mágica?

Quanto vale descobrir o poder de alcançar um resultado com as próprias habilidades e com as novas ferramentas adquiridas?

Claro, agitar uma varinha é definitivamente mais fácil e não exige muito esforço, mas eu me pergunto: uma vez que ocorreu a magia, os parabéns vão primeiro para o mágico ou primeiro para a sua varinha?

Explico melhor.

Em primeiro lugar, deve-se lembrar que tudo na vida tem um custo, e descobrir o seu potencial utilizando de forma mais produtiva as características da mente não é algo de graça. Neste caso, eu não estou me referindo tanto ao valor econômico, mas sim ao custo em termos de compromisso. Na verdade, essas técnicas permitem um desempenho extraordinário, mas também exigem um determinado esforço para aprendê-las bem. Um preço que, porém, merece ser pago, pode ser percebido a partir da primeira aula introdutória dos cursos.

Devemos também ressaltar que estas técnicas não são armas infalíveis, nem substituirão completamente o método de aprendizagem que cada um de nós adquiriu anteriormente. Essas técnicas são, ao invés disso, “tacos de golfe” adicionais, muitos refinados e precisos, particularmente poderosos e, se bem aprendidas, também muito confiáveis. Estes “tacos adicionais”, portanto, irão ser escolhidos de vez em vez para o tipo de “campo” em que estamos localizados, utilizando-os individualmente ou em combinação uns com os outros. O objetivo do curso é ensinar como usar essas ferramentas poderosas, a fim de não ter que lidar com todas as situações de aprendizagem da mesma maneira e com o mesmo método (que normalmente é aquele que foi aprendido somente com a prática, durante o ensino fundamental).

Da mesma forma, não podemos esquecer que estas técnicas têm muitas aplicações excelentes e um extraordinário potencial (na página sobre as aplicações e os resultados tem uma descrição detalhada do que é possível obter com estas ferramentas). E eu não tenho vergonha de usar o termo “extraordinário” quando me refiro ao potencial do que eu ensino.

Este curso ensina como usar os recursos da mente de maneira inteligente e mais produtiva e, se você já visitou a página sobre as origens das técnicas, já sabe que algumas dessas técnicas existem há anos, outras há décadas, outras ainda há séculos, e que os primeiros traços de aplicação das técnicas mnemônicas datam de antes do nascimento de Cristo. Todas as pessoas que ao longo da história decidiram aprendê-las e aplicá-las com sucesso têm uma característica em comum: possuíam uma meta que os motivou a procurar algo a mais para o seu cérebro, algo fora do ordinário.

Se qualquer pessoa, a partir do momento de seu nascimento, fosse capaz de obter resultados surpreendentes, estes já não seriam considerados extraordinários. O que é extraordinário é, por definição, algo além do ordinário, e obviamente também muito fascinante. É isso o que motiva aquela contribuição de esforço necessária para alcançar tal objetivo, e o grande prêmio é o resultado em si, a meta que foi atingida: ser capaz de armazenar o vocabulário de uma língua estrangeira de forma rápida e eficiente, ler com maior concentração, compreensão e velocidade, conseguir continuar a estudar enquanto trabalha etc. Depois, há também um prêmio secundário, mas não menos importante: o aumento da autoestima, a nova consciência de sua capacidade de aprender e a nova sensação de segurança que resulta. É claro que tudo isso custa uma fadiga, já que a magia não existe, mas é um esforço que merece ser pago.

E depois sim, “magicamente” as pessoas ao redor começam a fazer elogios por suas realizações.

E aqui voltamos ao discurso dos parabéns.

Os elogios, nesse ponto, devem passar primeiro para a pessoa que construiu o resultado e só depois irão para as ferramentas utilizadas. Certamente, até mesmo as técnicas merecem muitos elogios, mas o primeiro a merecer o aplauso é sempre a pessoa que decidiu aplicá-las com sucesso.

Já que a técnica não é mágica, os elogios devem ir primeiro para quem a aplicou, antes que para a sua varinha. É por isso que eu acho que é muito melhor que as técnicas não sejam varinhas mágicas. E o meu trabalho, com essas premissas, torna-se fornecer as melhores ferramentas para aqueles que querem obter a magia só com as suas capacidades e as suas forças.

Fabrizio Testi

Este artigo foi salvo em artigos.